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Fundo OVNI

Arquivo Nacional (Brasil)

Conjunto de 758 documentos digitalizados produzidos pela Aeronáutica brasileira — relatórios, depoimentos, fotografias, formulários, matérias de imprensa, vídeos e áudios — incluindo o material da Operação Prato/Colares e da Noite Oficial dos OVNIs. Custódia definida pela Comissão Mista de Reavaliação de Informações em 2012.

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Casos no arquivo com documentos desta coleção
SR-CASE-0002 · set·1977

Operação Prato / Colares

Entre outubro e dezembro de 1977, moradores de Vigia, Colares e Santo Antônio do Tauá, na Baía do Marajó, relataram uma sequência incomum de luzes noturnas sobre a região. A Aeronáutica respondeu com uma operação formal em duas fases, comandada pelo Brigadeiro Protásio Lopes de Oliveira e coordenada no terreno pelo Capitão Uyrangê Hollanda, reunindo depoimentos civis, fotografias e formulários de ocorrência. Diferente da maioria dos casos deste arquivo, aqui a existência da investigação em si nunca foi contestada: o fundo documental completo — 758 itens entre relatórios, fotos, matérias de imprensa, vídeos e áudios produzidos pela Aeronáutica entre 1964 e 1985 — está hoje digitalizado e publicamente disponível no Arquivo Nacional. O que permanece em aberto é a origem física dos fenômenos relatados; boa parte da narrativa popular que circula sobre o caso foi construída décadas depois, sem se apoiar diretamente nesse acervo.

Acervo público confirmado; aguardando auditoria formal do arquivoNível 2 · Caso indexado
SR-CASE-0003 · 19·05·1986

Noite Oficial dos OVNIs

Na noite de 19 de maio de 1986, testemunhas civis e militares em São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais e Goiás relataram, quase simultaneamente, 21 objetos luminosos no céu. O episódio não ficou restrito a relato visual: radares do CINDACTA confirmaram contatos, e a Força Aérea Brasileira chegou a despachar cinco caças para tentar interceptação. Quatro dias depois, o próprio Ministro da Aeronáutica, Brigadeiro Octávio Júlio Moreira Lima, deu uma coletiva de imprensa ao lado dos pilotos envolvidos — um nível de confirmação oficial pública raro entre os casos deste arquivo. Um relatório confidencial consolidou os relatos em junho daquele ano, e dezesseis gravações de áudio do episódio só vieram a público em 2015, quase trinta anos depois. A hipótese de sprites — eventos luminosos de alta atmosfera associados a tempestades — explica parte plausível do componente visual, mas não dá conta, sozinha, dos contatos de radar registrados de forma independente.

Documentado, sem consensoNível 2 · Caso indexado