SINAL/RUÍDO — o romance.
SINAL/RUÍDO é um romance. Personagens, organizações, eventos e diálogos são invenção do autor. O livro se inspira em método de investigação e em casos reais tratados no arquivo público deste site, mas a trama, os nomes e os desfechos não correspondem a fatos verificados.
Sinopse
Um sinal de rádio de 1977, nunca explicado, é reexaminado décadas depois por um laboratório fictício. O que os dados parecem revelar força uma equipe de investigadores com métodos opostos a decidir até onde a disciplina resiste quando a urgência pede uma resposta.
Personagens, organizações e eventos ficcionais do romance não fazem parte do arquivo factual.
Sinal Wow! — Big Ear, Ohio
Na madrugada de 15 de agosto de 1977, o radiotelescópio Big Ear, da Ohio State University, registrou um sinal de rádio estreito e muito mais intenso que o ruído de fundo do céu, numa frequência próxima à linha de 21 cm do hidrogênio neutro — historicamente uma das mais promissoras para buscas de sinais artificiais. O sinal durou 72 segundos, o tempo exato em que a rotação da Terra levou o feixe do instrumento a cruzar aquele ponto do céu, e apareceu em apenas um dos dois canais de recepção do telescópio, como se esperaria de uma fonte real e não de interferência terrestre. Dias depois, ao revisar o printout impresso, o astrônomo Jerry Ehman circulou a sequência "6EQUJ5" e escreveu "Wow!" na margem — origem do nome pelo qual o caso é conhecido. Nunca houve uma segunda detecção, apesar de décadas de buscas dirigidas à mesma região do céu com instrumentos mais sensíveis, e não existe dado bruto além desse único printout.
Operação Prato / Colares
Entre outubro e dezembro de 1977, moradores de Vigia, Colares e Santo Antônio do Tauá, na Baía do Marajó, relataram uma sequência incomum de luzes noturnas sobre a região. A Aeronáutica respondeu com uma operação formal em duas fases, comandada pelo Brigadeiro Protásio Lopes de Oliveira e coordenada no terreno pelo Capitão Uyrangê Hollanda, reunindo depoimentos civis, fotografias e formulários de ocorrência. Diferente da maioria dos casos deste arquivo, aqui a existência da investigação em si nunca foi contestada: o fundo documental completo — 758 itens entre relatórios, fotos, matérias de imprensa, vídeos e áudios produzidos pela Aeronáutica entre 1964 e 1985 — está hoje digitalizado e publicamente disponível no Arquivo Nacional. O que permanece em aberto é a origem física dos fenômenos relatados; boa parte da narrativa popular que circula sobre o caso foi construída décadas depois, sem se apoiar diretamente nesse acervo.
Manter o arquivo e o romance no ar tem custo.
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