Capa — Caso Cláudio — Policiais e Seres Luminosos
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Resumo

Na noite de 19 de novembro de 2008, Renata Veloso avistou um objeto descendo rapidamente sobre Cláudio, interior de Minas Gerais, e chamou o marido, o então Capitão Eisenhower Guerck Austríaco, comandante do 3º Pelotão da Polícia Militar da cidade. Segundo o relato, ele e outros policiais viram um objeto luminoso de formato hexagonal, acompanhado de duas esferas menores girando ao seu redor. Na noite seguinte, 20 de novembro, policiais militares relataram perseguir dois seres luminosos de cerca de 90 cm de altura num canavial, descrevendo-os como capazes de se deslocar sem tocar o chão e sem aparecer nas fotografias tiradas no momento pelo Cabo Amilton José Rabelo. Mais de uma dezena de policiais foi envolvida nos episódios, que resultaram num relatório formal assinado pelo comandante em 8 de dezembro de 2008 — documento obtido pelo pesquisador Edison Boaventura Jr. via Lei de Acesso à Informação em 2015. Testemunhas relataram ainda efeitos físicos (cansaço extremo, sede, sensação de sonolência) e problemas elétricos nas viaturas durante os episódios, além de uma alegação, não confirmada institucionalmente, de que a Força Aérea Brasileira teria confiscado o cartão de memória da câmera do Cabo Rabelo.

O que aconteceu em poucas linhas, sem interpretação embutida.

Documento
Relatório policial militar

Relatório do comandante do 3º Pelotão da PM de Cláudio sobre "fenômeno observado no céu da cidade e perseguição a dois seres estranhos"

Relatório formal assinado pelo então Capitão Eisenhower Guerck Austríaco, descrevendo os avistamentos de 19 e 20/11/2008 e a perseguição aos dois seres no canavial. Obtido pelo pesquisador Edison Boaventura Jr. junto à Polícia Militar de Minas Gerais via Lei de Acesso à Informação, em 2015.

Data: 08-12-2008 · Origem: Polícia Militar de Minas Gerais — obtido via LAI em 2015

Não hospedado aqui por direitos autorais — ver fonte original →
Testemunhos

Cap. Eisenhower Guerck Austríaco (comandante do 3º Pelotão) e mais de uma dezena de policiais militares

QUANDO DECLAROU
Relato formal registrado em 08/12/2008, cerca de três semanas após os episódios
TEMPO APÓS O EVENTO
Episódios em 19 e 20/11/2008; relatório assinado em 08/12/2008; documento tornado público apenas em 2015, via LAI
VERSÕES EXISTENTES
Descrições físicas mais específicas do ser (cabeça sem cabelo, pescoço fino) só aparecem num relato de testemunha adicional de 2018, dez anos após o evento original
OUTRAS TESTEMUNHAS
Renata Veloso Guerck Austríaco (esposa do capitão, primeira a avistar o objeto), moradores do bairro Bela Vista, e testemunhas posteriores como Luís Eduardo de Abreu Silva (2018)
POSSÍVEL CONTAMINAÇÃO POSTERIOR
A cobertura pública do caso, incluindo reportagens, podcasts e a pesquisa de Edison Boaventura Jr., se intensificou anos depois dos episódios originais, o que pode ter influenciado o vocabulário e o detalhamento das versões mais recentes
Cronologia
  1. 19-11-2008, ~22h

    Renata Veloso avista objeto luminoso hexagonal com duas esferas girando ao redor; aciona o Cap. Eisenhower, que confirma o avistamento com outros policiais.

  2. 20-11-2008

    Policiais militares relatam perseguir dois seres luminosos num canavial da cidade; Cabo Rabelo tira três fotos com câmera pessoal.

  3. 08-12-2008

    Comandante do 3º Pelotão assina relatório formal descrevendo os dois episódios.

  4. 2015

    Pesquisador Edison Boaventura Jr. obtém o relatório junto à PM-MG via Lei de Acesso à Informação.

  5. 2018

    Nova testemunha, Luís Eduardo de Abreu Silva, relata ter visto um ser humanoide na região.

  6. 2024-2026

    Novos relatos e pesquisa de campo (câmeras com sensor de movimento) reacendem o interesse público e ufológico pelo caso; comandante reafirma o relato original em entrevistas recentes.

Hipóteses

Todas no mesmo campo de avaliação. Nenhuma vence por padrão.

Documento oficial vs. interpretação extraordinária

O relatório da PM registra "fenômeno aéreo não identificado" e a perseguição relatada pelos policiais — o documento não confirma origem extraterrestre; essa leitura é interpretação de pesquisadores ufológicos sobre o conteúdo do relatório.

Hipótese extraordinária

Sustentada pelos relatos de múltiplos policiais em serviço e pelo relatório formal assinado pelo comandante — mas sem análise técnica independente publicada das três fotografias tiradas.

Lacuna de explicação convencional

Não foi localizada, nas fontes consultadas, investigação cética ou institucional (FAB, Aeronáutica) publicada de forma independente propondo explicação convencional para os episódios — a cobertura disponível é majoritariamente de fontes ufológicas.

Contradições
  • As três fotografias tiradas pelo Cabo Rabelo nunca foram publicadas em alta resolução nem submetidas a análise técnica independente; circulam como reproduções via um único pesquisador.
  • A alegação de que a Força Aérea Brasileira confiscou o cartão de memória da câmera não tem confirmação pública da própria FAB nas fontes consultadas.
  • Detalhes físicos mais específicos do ser relatado só surgem numa testemunha de 2018, dez anos depois do evento original — não constam no relatório de 2008.
O que sabemos
  • Existe um relatório policial militar formal, assinado pelo comandante do 3º Pelotão, descrevendo os episódios de 19 e 20/11/2008, obtido e tornado público via Lei de Acesso à Informação em 2015.
  • Mais de uma dezena de policiais em serviço relatou os episódios, incluindo efeitos físicos (cansaço, sede, sonolência) e problemas elétricos nas viaturas.
O que não sabemos
  • A origem real do que foi observado nos dois episódios.
  • Se a alegação de confisco do cartão de memória pela FAB é factual — não há confirmação institucional publicada.
  • O que as três fotografias tiradas pelo Cabo Rabelo mostram de fato, na ausência de análise técnica independente publicada.
O que precisaríamos saber
  • Publicação do relatório oficial na íntegra, com cadeia de custódia clara desde a obtenção via LAI em 2015.
  • Análise técnica independente das fotografias do Cabo Rabelo, caso os arquivos originais sejam localizados.
  • Confirmação ou desmentido oficial da FAB sobre a alegação de confisco do cartão de memória.
Vídeos

Documentários, entrevistas e cobertura sobre o caso. Vídeo de terceiro não é evidência do caso — é material de contexto.

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Freak TV

CASO EM CLÁUDIO - MINAS GERAIS

Cobertura em vídeo sobre os episódios relatados por policiais militares em Cláudio, MG, em 2008.

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Lauro Miguel

Militar que esteve no Caso Cláudio conta sobre marca

Depoimento de um militar envolvido no Caso Cláudio.

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TIKTAL Cortes

Edison Boaventura & Lauro Miguel apresentam novas evidências do Caso Cláudio

Edison Boaventura Jr., pesquisador que obteve o relatório policial via Lei de Acesso à Informação, discute o caso com Lauro Miguel.

Ver no YouTube ↗
Fontes

Entrevista ou podcast entra aqui como caminho para uma alegação, nunca como prova da alegação.