SR-CASE-0021 · 25-08-1968
Caso Maria Cintra — o "Caso Lins"
Por volta das 5h de 25 de agosto de 1968, Maria José Cintra, funcionária do sanatório de Lins, interior de São Paulo, relatou ter ouvido estalos vindos do pátio e avistado a silhueta de uma mulher desconhecida na porta do prédio. Segundo seu relato, a visitante — cerca de 1,60m, pele clara, usando capa azul-clara sobre vestido de gola alta e uma touca — comunicou-se em língua não identificada e pediu água, que Maria serviu num frasco de cerca de 20 cm e num copo, num bebedouro automático do corredor. Ao se despedir, a visitante teria segurado a mão de Maria, dado tapinhas em suas costas e dito palavras registradas como "embarúra, embaúra, embaúra" — cujo significado nunca foi estabelecido. Em vez de sair pela via normal, ela caminhou até os canteiros externos, onde uma luz difusa haveria revelado um objeto em forma de pera flutuando a cerca de um metro do chão; Maria afirmou ter visto, por uma vigia, mãos operando dispositivos num painel antes de o objeto emitir os mesmos estalos e partir. No local foram registradas pegadas de sapato de bico fino dentro do prédio e uma depressão circular de cerca de 2 metros de diâmetro com grama chamuscada no gramado externo. O caso foi investigado pelo SIOANI (Sistema de Investigação de Objetos Aéreos Não Identificados, ligado à Aeronáutica), que teria enviado amostras de solo para análise no Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA), em São José dos Campos; a Sociedade Brasileira de Estudos de Discos Voadores (SBEDV) entrevistou Maria cerca de quatro meses depois, na própria residência dela — período compatível com um esboço assinado por ela e datado de dezembro de 1968, feito para os pesquisadores. Não foi localizada, nas fontes consultadas, análise técnica independente das fotografias e do desenho, nem confirmação pública dos resultados da análise de solo pelo ITA.
Investigado pela Aeronáutica na época; sem explicação convencional publicadaNível 2 · Caso indexado